O Papel da Ergonomia na Gestão dos Riscos Psicossociais
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Os riscos psicossociais no trabalho como sobrecarga, pressão por resultados, jornadas prolongadas, conflitos interpessoais e falta de autonomia, têm impacto direto na saúde mental, na produtividade e nos indicadores de negócio. Com a atualização da NR-1 e a exigência de gestão desses fatores no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), as empresas precisam ir além de ações pontuais de bem-estar e adotar métodos técnicos de identificação, avaliação e controle.
A ergonomia assume um papel de analisar o trabalho real e a organização das atividades, permitindo transformar percepções subjetivas em dados objetivos para orientar decisões.

O que são riscos psicossociais relacionados ao trabalho?
Riscos psicossociais são fatores ligados à forma como o trabalho é organizado e às relações no ambiente laboral. Entre os mais comuns estão:
Excesso de demandas e metas irreais
Falta de pausas e de tempo de recuperação
Ambiguidade de papéis
Baixa autonomia e controle sobre o trabalho
Comunicação deficiente
Conflitos e assédio
Jornadas extensas e ritmos acelerados
Esses fatores aumentam a probabilidade de estresse crônico, ansiedade, depressão e burnout, além de elevar o risco de erros, acidentes e afastamentos.
Por que a ergonomia é essencial nessa gestão?
A ergonomia não se limita ao ajuste de cadeira e monitor. Ela estuda a interação entre pessoa, tarefa, ferramentas, ambiente e organização do trabalho. Ao considerar também as exigências cognitivas e organizacionais, a ergonomia consegue:
Identificar fontes de sobrecarga mental
Avaliar ritmos e pressões do trabalho
Mapear gargalos de processo
Entender como metas e prazos impactam a saúde
Propor melhorias estruturais, não apenas individuais
Isso torna a ergonomia uma ferramenta-chave para a gestão dos riscos psicossociais dentro do GRO.
Métodos ergonômicos aplicados aos riscos psicossociais
Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP)
A AEP é a etapa inicial de identificação de perigos e avaliação de riscos. Nela, são analisados:
Postos e atividades
Organização do trabalho
Demandas físicas e mentais
Frequência e duração das tarefas
Existência de pausas e alternância de atividades
Essa avaliação permite incluir os fatores psicossociais no inventário de riscos e definir prioridades de intervenção.
Análise Ergonômica do Trabalho (AET)
A AET é mais aprofundada e aplicada quando há situações complexas ou persistência de problemas. Ela envolve:
Observação do trabalho real
Entrevistas e escuta dos trabalhadores
Análise de variabilidade das tarefas
Estudo do impacto da organização do trabalho
A partir disso, são elaboradas recomendações técnicas para reduzir a sobrecarga e reorganizar processos.
Da identificação ao plano de ação
A ergonomia contribui para que a gestão dos riscos psicossociais não fique restrita ao diagnóstico. Com base nos achados, é possível estruturar planos de ação que envolvem:
Revisão de metas e fluxos de trabalho
Implantação de pausas estruturadas
Redesenho de tarefas repetitivas ou cognitivamente exigentes
Melhoria da comunicação e da definição de papéis
Capacitação de lideranças
Adequação dos postos de trabalho
Essas medidas atacam a causa do risco, e não apenas seus sintomas.
Benefícios para a empresa
Quando a ergonomia é integrada à gestão dos riscos psicossociais, os resultados aparecem em diferentes níveis:
Redução de afastamentos por transtornos mentais
Diminuição do presenteísmo
Melhoria do clima organizacional
Aumento do engajamento
Maior produtividade sustentável
Conformidade com NR-1 e NR-17
Fortalecimento da cultura de prevenção
Além disso, a empresa passa a ter dados técnicos para orientar decisões estratégicas sobre organização do trabalho.
Conclusão
A gestão dos riscos psicossociais exige mais do que campanhas de conscientização. Ela demanda análise técnica, organização do trabalho e ações estruturais. Nesse processo, a ergonomia é uma aliada estratégica, pois permite compreender como o trabalho é realmente executado e quais fatores estão impactando a saúde mental dos trabalhadores.
Ao integrar ergonomia e gestão dos riscos psicossociais, a empresa avança de uma postura reativa para um modelo preventivo, mais humano e mais sustentável, protegendo pessoas e fortalecendo resultados.
Com mais de 15 anos de experiência em gestão de ergonomia e saúde ocupacional, a ElevaLife atua apoiando empresas na identificação, avaliação e gestão dos riscos relacionados ao trabalho, incluindo os fatores de risco psicossociais, agora incorporados à NR-1.
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