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O Papel da Ergonomia na Gestão dos Riscos Psicossociais

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Os riscos psicossociais no trabalho como sobrecarga, pressão por resultados, jornadas prolongadas, conflitos interpessoais e falta de autonomia, têm impacto direto na saúde mental, na produtividade e nos indicadores de negócio. Com a atualização da NR-1 e a exigência de gestão desses fatores no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), as empresas precisam ir além de ações pontuais de bem-estar e adotar métodos técnicos de identificação, avaliação e controle.

A ergonomia assume um papel de analisar o trabalho real e a organização das atividades, permitindo transformar percepções subjetivas em dados objetivos para orientar decisões.


riscos psicossociais

O que são riscos psicossociais relacionados ao trabalho?

Riscos psicossociais são fatores ligados à forma como o trabalho é organizado e às relações no ambiente laboral. Entre os mais comuns estão:

  • Excesso de demandas e metas irreais

  • Falta de pausas e de tempo de recuperação

  • Ambiguidade de papéis

  • Baixa autonomia e controle sobre o trabalho

  • Comunicação deficiente

  • Conflitos e assédio

  • Jornadas extensas e ritmos acelerados

Esses fatores aumentam a probabilidade de estresse crônico, ansiedade, depressão e burnout, além de elevar o risco de erros, acidentes e afastamentos.


Por que a ergonomia é essencial nessa gestão?

A ergonomia não se limita ao ajuste de cadeira e monitor. Ela estuda a interação entre pessoa, tarefa, ferramentas, ambiente e organização do trabalho. Ao considerar também as exigências cognitivas e organizacionais, a ergonomia consegue:

  • Identificar fontes de sobrecarga mental

  • Avaliar ritmos e pressões do trabalho

  • Mapear gargalos de processo

  • Entender como metas e prazos impactam a saúde

  • Propor melhorias estruturais, não apenas individuais

Isso torna a ergonomia uma ferramenta-chave para a gestão dos riscos psicossociais dentro do GRO.


Métodos ergonômicos aplicados aos riscos psicossociais


Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP)

A AEP é a etapa inicial de identificação de perigos e avaliação de riscos. Nela, são analisados:

  • Postos e atividades

  • Organização do trabalho

  • Demandas físicas e mentais

  • Frequência e duração das tarefas

  • Existência de pausas e alternância de atividades

Essa avaliação permite incluir os fatores psicossociais no inventário de riscos e definir prioridades de intervenção.


Análise Ergonômica do Trabalho (AET)

A AET é mais aprofundada e aplicada quando há situações complexas ou persistência de problemas. Ela envolve:

  • Observação do trabalho real

  • Entrevistas e escuta dos trabalhadores

  • Análise de variabilidade das tarefas

  • Estudo do impacto da organização do trabalho

A partir disso, são elaboradas recomendações técnicas para reduzir a sobrecarga e reorganizar processos.


Da identificação ao plano de ação

A ergonomia contribui para que a gestão dos riscos psicossociais não fique restrita ao diagnóstico. Com base nos achados, é possível estruturar planos de ação que envolvem:

  • Revisão de metas e fluxos de trabalho

  • Implantação de pausas estruturadas

  • Redesenho de tarefas repetitivas ou cognitivamente exigentes

  • Melhoria da comunicação e da definição de papéis

  • Capacitação de lideranças

  • Adequação dos postos de trabalho

Essas medidas atacam a causa do risco, e não apenas seus sintomas.


Benefícios para a empresa

Quando a ergonomia é integrada à gestão dos riscos psicossociais, os resultados aparecem em diferentes níveis:

  • Redução de afastamentos por transtornos mentais

  • Diminuição do presenteísmo

  • Melhoria do clima organizacional

  • Aumento do engajamento

  • Maior produtividade sustentável

  • Conformidade com NR-1 e NR-17

  • Fortalecimento da cultura de prevenção

Além disso, a empresa passa a ter dados técnicos para orientar decisões estratégicas sobre organização do trabalho.


Conclusão

A gestão dos riscos psicossociais exige mais do que campanhas de conscientização. Ela demanda análise técnica, organização do trabalho e ações estruturais. Nesse processo, a ergonomia é uma aliada estratégica, pois permite compreender como o trabalho é realmente executado e quais fatores estão impactando a saúde mental dos trabalhadores.

Ao integrar ergonomia e gestão dos riscos psicossociais, a empresa avança de uma postura reativa para um modelo preventivo, mais humano e mais sustentável, protegendo pessoas e fortalecendo resultados.


Com mais de 15 anos de experiência em gestão de ergonomia e saúde ocupacional, a ElevaLife  atua apoiando empresas na identificação, avaliação e gestão dos riscos relacionados ao trabalho, incluindo os fatores de risco psicossociais, agora incorporados à NR-1.

Entre em contato conosco e saiba mais sobre como podemos apoiar sua empresa na gestão dos riscos psicossociais e na conformidade com a NR-1.


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